Bateu medo?! Saiba o que pode dar errado ao se submeter a uma Cirurgia Plástica

Entenda porque uma cirurgia plástica é delicada e quais riscos estão envolvidos.

Por ser uma cirurgia que envolve a retirada de grandes quantidades de gordura e envolver partes delicadas do corpo, como o tronco, a lipoaspiração torna-se uma cirurgia que só deve ser praticada por cirurgiões plásticos que possuem o título da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Nas grandes lipoaspirações, assim como nas abdominoplastias, por conta da compressão abdominal podem ocorrer flebite, embolia gordurosa e principalmente o TEP (trombo embolismo pulmonar)”.

Ao contrário do que muitos pensam a lipoaspiração não é uma cirurgia simples. Os exames pré-operatórios devem ser realizados obrigatoriamente como eletrocardiograma, hemograma, coagulograma, urina e glicemia, conforme solicitação do médico e o hospital escolhido deve obedecer normas rígidas, como possuir equipamentos de anestesia atualizados e monitores multiparamétricos.

Além disso, a equipe anestésica deve ser habilitada, pois como em qualquer outra cirurgia há riscos do paciente apresentar complicações como, por exemplo, alergia ao anestésico, etc.

O que pode dar errado durante a realização de uma cirurgia plástica?

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica,o que muitas pessoas não sabem é que um simples medicamentos como ginseng, gincobiloba e vitamina podem colocar em risco pacientes que irão se submeter a uma intervenção cirúrgica. Mais recentemente, descobriu-se que o ginseng, a gincobiloba, e a vitamina E, também podem interferir na coagulação do sangue, causando hemorragias.

A vitamina E ou substâncias utilizadas para dar mais animo e disposição como o ginseng pode interferir no sucesso de uma cirurgia. Botox , preenchimentos e linhas de sustentação também podem atuar de forma negativa o resultado e precisam ser eliminados por completo do organismo antes da intervenção cirúrgica.

No pré-operatório medicamentos que interfiram na coagulação do sangue e possam causar sangramentos excessivos devem ser suspensos. Portanto é de extrema importância relatar ao cirurgião todos(sem exceção) os medicamentos utilizados, antes de se submeter a qualquer procedimento cirúrgico, afirma a SBCP. Muitas vezes aos olhos dos leigos, esses medicamentos não fazem mal, entretanto podem gerar muitos riscos à Cirurgia.

Já são conhecidas as contra-indicações para medicamentos como: Ácido acetilsalicílico(AAS),  Antiinflamatórios e também de alguns Antidepressivos – incompatíveis com algumas drogas anestésicas – no pré-operatório. Mais recentemente, descobriu-se que o ginseng, a gincobiloba, e a vitamina E, também podem interferir na coagulação do sangue, causando hemorragias. Portanto uso desses medicamentos deve ser suspenso 15 dias antes da realização da cirurgia, para que o corpo metabolize totalmente a droga, principalmente no caso do ginseng que demora para ser eliminado no organismo.

No caso do AAS por exemplo, muito comum em aspirinas, a coagulação do sangue é dificultada podendo causar um grande transtorno se estiver presente no organismo no momento da cirurgia plástica, uma vez que o AAS inibe a atuação da enzima ciclo-oxigenase, inibindo a atividade plaquetária, ou seja, quando este fármaco entra em contato com a corrente sanguínea, a coagulação é prejudicada e ao fazer uma incisão no corpo pode ocorrer graves hemorragias. A suspensão do AAs 15 dias antes da cirurgia assegura que o organismo não estará sobre o efeito da substância, que segundo pesquisas permanece até sete dias depois do seu uso.

Pacientes considerados de risco

Os fumantes são considerados pacientes de risco para a realização de qualquer tipo de intervenção cirúrgica, bem como os obesos, os pacientes que apresentam grande quantidade de varizes e mulheres que fazem uso de hormônios para reposição na fase da menopausa. “Esses pacientes apresentam grande chance de desenvolverem uma embolia durante a realização de cirurgias consideradas de grande porte e ao realizar uma cirurgia devem seguir a risca todos os exames e indicações pré-operatórias.

Pacientes Fumantes que fazem uso de Anticoncepcional

No caso das fumantes, que utilizam anticoncepcionais, o risco de formação de coágulos é ainda maior. O médico é enfático ao afirmar que não realiza cirurgia de abdome e lifting facial neste grupo. “Por exemplo, na plástica de abdome há muitas artérias seccionadas tanto verticalmente quanto horizontalmente, por isso há a necessidade do paciente possuir boas artérias que nutram o local. No caso dos fumantes, as artérias se fecham reduzindo em 50% o fluxo de oxigênio”, afirma o presidente da SBCP.

Pacientes considerados “inoperáveis”

Há casos em que é praticamente impossível operar alguns pacientes. Segundo a Sociedade Americana de Anestesiologia, os pacientes são divididos em cinco classes de acordo com o risco que apresentam ao se submeterem a uma cirurgia. Essa classificação vai de ASA 1 a ASA 5, e os classificados acima de ASA 3 apresentam um alto risco para a realização de intervenções por apresentarem um histórico extenso de doenças. Ocorrências como Infarte, angioplastia, cateterismo, diabetes, hipertensão e até idade avançada compõem um histórico de risco. Cabe também ao médico ter bom senso e decidir quando não deve realizar uma cirurgia. Porém segundo dados da SBCP, de cada 100 pacientes, em média, que procuram um  cirurgião plástico para realizar alguma intervenção, apenas 2% deles são vetados.

 

 

 

 

 

1 Comentário

  1. Michelle Floriano  /  13 de agosto de 2015, 7:31 Replicar

    Bom dia
    Gostaria de tirar uma dúvida em relação ao Botox, li que foi informado que o giseng, gingoniloba, vitamina E e AAS ficam 15 dias no organismo, e o botox quando é a média de dias?
    Fico no aguardo!

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