Reconstrução Mamária Pós-Mastectomia

Atualmente o Câncer de Mama é o tipo de Câncer mais comum entre as mulheres e o segundo mais frequente no mundo, uma vez que corresponde a 22% dos novos casos a cada ano. Quando detectado em estágio avançado, os médicos costumam optar pela retirada do órgão através da Mastectomia. Saiba mais sobre como ocorre a retirada da glândula mamária e como é feita a reconstrução.

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A mastectomia realizada no tratamento do câncer de mama, pode ter consequências graves na vida de uma mulher interferindo diretamente em sua auto-estima, vida social e feminilidade. O ideal para quem passa por esse tipo de problema é reconstruir a mama através da cirurgia plástica no mesmo momento da mastectomia ,ou seja, a reconstrução imediata, poupando assim o sofrimento em acordar sem uma parte tão especial de seu corpo.

Sabe-se que a cura do câncer de mama pode se dar por meio da mastectomia, porém a saúde plena só poderá ser restabelecida com o completo bem-estar físico, mental e social, o que torna a reconstrução mamária uma necessidade!

Conheça as técnicas disponíveis para a Reconstrução Mamária:

Existem várias técnicas disponíveis para a reconstrução. Atualmente ela pode ser realizada com tecidos do próprio corpo da mulher ou com o uso de expansor e próteses ou combinando os dois recursos. No caso de transplante de tecidos, as regiões que podem ser utilizadas na reconstrução são a Abdominal(Retalho Tram) e das Costas(Retalho do Músculo Grande Dorsal). Quando se utiliza o abdomên, o resultado é como o de uma Abdominoplastia, uma vez que é feito uma cicatriz abdominal para então remoção dos tecidos. Neste procedimento a mama reconstruída mantém boa semelhaça com a original, inclusive ao toque e esta técnica ainda dispõe da possibilidade de escolher o tamanho (grande e pequeno) conforme necessidade. Já o uso da prótese de silicone ou expansor não necessita de área doadora de tecido, o que não requer cirurgia em outra parte do corpo. O expansor tecidual também pode ser colocado logo após a mastectomia. Durante um período de semanas ou meses, a solução salina é injetada na cúpula para expandir o implante e fazer com que todo o tecido aumente e cresça até atingir forma e volume próximos ao da mama preservada. Enquanto isso, se preciso, a paciente faz quimioterapia e/ou radioterapia. Uma vez que o tamanho desejado foi alcançado, o tubo de enchimento e a cúpula podem ser retirados através de um procedimento ambulatorial simples, deixando o implante no lugar.

FOTO SEQUELA DE MASTECTOMIA E RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA:

Após o termino de todo o tratamento clínico,a Simetrização(segunda etapa da reconstrução da mama) pode ser iniciada. Neste procedimento pode ser necessário operar a outra mama para se obter um equilíbrio de volume e de forma entre as duas. A última etapa é a Reconstrução do Complexo aréolo-mamilar. A aréola da mama pode ser reconstruída com tecidos da “raiz” da coxa, “pele da virilha” ou com micropigmentação. O mamilo é refeito com pele da mama reconstruída ou com enxerto de metade do mamilo da outra mama.

Saiu na Mídia:

Em março de 2013, O Senado aprovou um projeto que obriga o SUS a realizar cirurgia de reconstrução dos seios em mulheres com câncer de mama logo após realizarem a mastectomia, uma vez que a legislação já prevê a reconstrução, mas não estabelece prazo para a realização da cirurgia.

O texto estabelece que a cirurgia da reconstrução ocorra assim que a paciente tiver condições físicas para realizá-la, sem ter que aguardar vagas ou médicos disponíveis por tempo indeterminado. Dados do Istituto Nacional do Câncer e da Sociedade Brasileira de Mastologia afirmar que das cerca de 20 mil mulheres que precisam fazer cirurgia de retirada das mamas, menos de 10% saem dos centros cirúrgicos com os seios reconstruídos.

2 Comentários

  1. Valdirene  /  19 de junho de 2013, 21:15 Replicar

    Perfeito,tirou minhas duvidas…

  2. Luciana  /  24 de abril de 2013, 10:31 Replicar

    Excelente Matéria!!!!!! Com certeza vai ajudar muitas mulheres,abraços Luciana Goiânia – Go.

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